Mais de 50 bens serão leiloados pela Justiça Federal de Brusque

Primeira fase será na segunda-feira, 27, a partir das 14h, e também poderá ser acompanhado online

Na segunda-feira, 27, a Justiça Federal de Brusque realiza um leilão de imóveis, máquinas, veículos e vestuário. Os bens vão a leilão devido a dívidas fiscais de seus proprietários com a União. Ao todo, serão mais de 50 itens, resultados de processos de execução fiscal.

“Os proprietários desses bens têm algum tipo de dívida com a União. O leilão é a última fase do processo. Todo o dinheiro arrecadado com a venda desses bens será destinado para o pagamento dessas dívidas”, explica a leiloeira oficial, Tatiane Duarte.

Entre os bens que vão a leilão, o destaque vai para dois imóveis. O primeiro é o complexo de imóveis onde hoje está instalada a loja da concessionária Peugeot de Brusque, próximo à Sociedade Esportiva Bandeirante, avaliado em R$ 6,9 milhões. O segundo é um terreno na rodovia Pedro Merízio, próximo a Botuverá, com área total aproximada de 76.200 metros quadrados e que está avaliado em R$ 19,1 milhões.

A leiloeira destaca que na primeira fase do leilão, chamada de primeira praça, os bens só poderão ser arrematados pelo valor total da avaliação. Os bens que não tiverem compradores, irão para a segunda fase, ou segunda praça, que será realizada na quarta-feira, 29. Dessa vez, os bens poderão ser arrematados por 50% do valor da avaliação. O pagamento poderá ser feito em até 60 vezes.
Tatiane afirma que o leilão de Brusque está bastante atrativo e que apesar da situação econômica difícil, a expectativa é que grande parte dos bens sejam arrematados. “Não garantimos a venda na primeira praça porque os compradores sabem que terão uma segunda oportunidade para comprar o mesmo item mais barato. Mas sempre há aqueles que arrematam já no primeiro, com medo de perder a oportunidade, já que o segundo leilão é sempre mais disputado”.

Caso haja itens que não sejam arrematados nem na primeira e nem na segunda fase, os processo ficarão disponíveis para venda direta por um prazo de até 90 dias, no entanto, a leiloeira ressalta que neste modelo, o processo de compra é mais demorado. “A venda direta é diferente do leilão, precisa que a Justiça intime todas as partes e leva tempo, diferente do leilão que a pessoa arremata e a compra é feita na hora”.

Tatiane afirma que pode acontecer de a venda de algum bem seja suspensa até o último minuto antes do início do leilão. “Algum proprietário pode negociar a dívida com a Fazenda e aí o leilão do seu bem é suspenso”.

O leilão da Justiça Federal de Brusque também será realizado online. Os interessados poderão fazer lances pela internet no site www.superbid.net, de qualquer lugar do país. “Com o leilão eletrônico, fica muito mais atrativo, a pessoa tem a comodidade de dar seu lance de casa, em qualquer cidade do país. Pode ter gente comprando no leilão de Brusque em todo o país”.

 

Fonte: O Município